Total de visualizações de página

domingo, 4 de abril de 2010


Eu te amo Ao nosso amor cantaremos nas estrelas. Ao nosso poder sonharemos. A nossa paixão conquistaremos os nossos objetivos que é amar. Fale a mim o que tu queres e eu buscarei nas nuvens e nas nuvens estaremos como um símbolo eterno do nosso amor. Fale que me ame ou bela rosa do jardim. Assim eu poderei de dar do meu tesouro oculto as chaves da vida e da morte e gritar como uma voz de leão. Nunca é demais tentar bela rosa e nunca é demais para mim. O eterno é um chato o pouco é um mentiroso e o pequeno é um ladrão. Eu e somente eu poderei de ajudar. Mas ninguém conhece este segredo somente uma voz oculta em nossos corações. Deixe-a falar com você... Escute-me e eu te falarei... Como um sinal da verdade como um oceano do mel. Como uma lagrima caída. Como o todo poderoso. Como um ladrão que é pequeno. Como um pouco que é um mentiroso. Como o eterno que é um chato. Assim vou de dizer do fundo do meu coração que te amo!
Eu te amoDuas palavras que não posso ouvir. Dois sentimentos que não posso sentir. Ódio e amor para o ciúme e o engano. Sim são as tuas palavras que eu quero ouvir. Para as tuas lagrimas que eu quero sentir. Para que neste amor venhamos a nos apaixonar. Sim eu conheço o sol e o oceano. As jornadas do dia e da noite. As lagrimas e o sorriso. Mas neste amor que me enobrece para palavras com o cheiro da paixão e assim nós nos ofertamos ao invocado. E que si invoque a ternura e o amor e nunca acabe em nossos corações.
Eu te amoEsta é a minha mania de querer mudar aquilo que não tem solução. Mas me perdoe chamas cometerei este terrível engano. E na dativa de nossos corações possamos a viver para sempre. Com um sentimento eterno de mudança. E que não haja, mas erro em nós. Para uma lembrança de que somos falhos no amor. E loucos na paixão. Seremos o que somos e iguais aos que vem depois de nós. Que venha o vinho e as palmas. Que venha o sol e as faias. Que venha o céu e o inferno. Que venha a lua e o sol. Que venha o inverno e o verão.
Eu te amoSomos o oceano do mel. Somos a festa e babel. Somos o hoje e o agora. Somos tudo menos vazio. Cheio de amor eu quero está para de dar um titulo de campeão. E de dizer que nós vencemos. Sim nós vencemos o acaso e o fim. Sim nós vencemos o rancor e o adeus. Sim nós vencemos a rotina e o tchau. Sim nós vencemos tudo até agora. Com lagrimas e com sorrisos construímos a nossa vida. E a nossa vida si tornou a nossa historia juntos. Que nessa historia possamos escrever com tintas da paixão e cores celestiais. E juntos estaremos como uma carta magna eterna e assim pintaremos de novo e escreveremos novamente. Para que no sepulcro caiado possamos dizer vivemos juntos para todo o sempre.
Ser poeta(soneto)lisieux
Ser poeta é ser amada, ser amanteSer uma mulher completa, homem plenoÉ deixar molhar o corpo, no serenoDeixar-se queimar ao sol, num outro instanteSer poeta é amar, viver mistériosÉ sorrir e é chorar de modo igualSaber misturar em si o bem e o malÉ ser um mendigo e construir impériosSer poeta é ter em si uma energiaQue é capaz de liberar a fantasiaÉ ter um olhar sincero e voz sentidaSer poeta é ser tudo isto e mais aindaÉ trazer no peito uma ternura infindaPor aqueles que mais sofrem nesta vida

DAGMAR DESTÊRRO
(1926? - 2004)

Dagmar Destêrro e Silva, poeta, foi membro da Academia Maranhense de Letras, onde ocupou a vice-presidência. Autora de Segredos Dispersos (1957).


Êxtase

Amor, bem sabes tu como te quis...
No afeto que minha alma te ofertou,
dei-te tudo... Ilusão... Dei-te carinho...
uma alma vibrante,
- essa taça de vinho que sorveste feliz,
o vinho delirante
que tua vida embriagou.

Amor,
bem sabes tu como te quis.
Na volúpia de querer a tua vida,
Tua alma na minha alma confundida,
retratei-me toda inteira nos meus versos...
Meus segredos dispersos!

Amor, bem sabes tu quanto te quis.
No momento supremo, iluminado,
que ainda agora o coração bendiz,
nos encontramos,
e nos amamos
o meu olhar no teu continuado.

Meu ser estremeceu,
vibrou minha alma, num lampejo.
Senti, na terra, o céu.
Tive em mim a volúpia de um desejo.

Tudo, agora, porém, é solidão.
Já não voltas, não podes mais voltar.
A minha alma lamenta em triste pranto,
nunca mais te encontrar.
Lamenta este meu coração
não haver gozado,
não haver te dado,
carinhos que me deste e eu não aceitei,
os beijos que pediste e não te dei...
BENEDITA AZEVEDO
(Benedita Silva Azevedo, Itapecuru-Mirim, Maranhão, reside em Magé, RJ)
Manhã de janeiro —Por cima do muro a flordo hibisco vermelho.*Retalhos de solna trilha da caminhada —Canta o bem-te-vi*Na grama do sítio,o pisca-pisca festivo —Voam vaga-lume.



MANOEL CAETANO BANDEIRA DE MELLO(1918-2008)


Poeta, ensaísta, advogado, nasceu em Caxias, Maranhão, em 1918. Foi membro da Academia de Letras do Maranhão.

Obra poética: A viagem humana (1960), O mergulhador (1963), Canções da morte e do amor (1968), Da humana promessa (1976), Uma canção à beira-mar (1977), Durante o canto (1978), A estrada das estrelas (1981), Da constante canção (1983).


De DA HUMANA PROMESSARio de Janeiro: IMAGO; Brasília: INL, 1976.

(fragmentos, poemas iniciais do longo poema)


Ibusca em tamanho tempo pelo meioentre silêncio alheio a nossa vidaalheios nós também que não a enleiode pessoa uma a outra prometidanão era silêncio o que em torno estavamas vozes indiferentes olhos distantesenquanto o mesmo tempo nos andavaque é o mesmo sempre o tempo viajanteo mundo apartara antigas ânsiasagora novamente as aproximade volta percorridas as distânciaso amor esvanecido paira acimadas distâncias do mundo não palavrasmas mútuos mas sentidos pensamentossaudades de venturas antessonhadasdepois da vida inteira de lamentopor nunca ter ousado essa presençatemeroso de ouvir esse chamadoamor se esvai no tempo quando pensaque o espaço protege os afastadosse esvai mas volta como era danteso espaço pelo tempo conquistadopela memória somos viajantespara sermos repostos lado a ladotal noutros tempos apesar de mudosos olhos conversavam com espantodo que diziam revelavam tudoque outra linguagem não esclarece tantoo mundo pequenino se afigura
a quem o realiza pelo sonhotriunfante de névoa outrora escuraentre passos dos anos de abandononão procurado apenas sendo impostosegundo a lei de existência aceitaatrás do novo rosto o outro rostoa figura de amor nunca desfeita


ALEX BRASIL

O poeta, publicitário e membro da Academia Maranhense de Letras, é autor de duas dezenas de livros de poesia, contos, etc.


Ci "Fi "Lização

A igreja está morta,
e os vermes se multiplicam sobre seu cadáver.
Deus está sendo cuspido no Oriente Médio,
na Índia, no Irã,
na boca do Papa,
nas Américas humilhadas por caciques de quepe e fuzil.
Está surgindo uma nova era de gerações sem causa,
sem destino,
acorrentadas e tangidas
por capitalistas tiranos;
por falsos profetas...
Está surgindo a era
em que morrerão as baleias e os humanos,
e serão poucos, muito poucos o verde e os poetas

A MÃO

Quando meu lábio trêmulo te oscula
A pequenina mão delgada e fina,
Como uma pomba trêmula que arrula
Minha vida, mal sabes! — canta e pula
Na rósea palma dessa mão divina!
ADELINO FONTOURA


Adelino da Fontoura Chaves nasceu em Axixá/MA, 30/03/1859 e faleceu em Lisboa/Portugal, 02/05/1884.

Ainda muito pequeno começa a trabalhar e trava contacto com Artur Azevedo – amizade que perduraria.

Mudando-se para o Recife, onde alista-se no Exército, colaborando numa publicação chamada “Os Xênios”, de teor satírico. Inicia, também a carreira de actor, voltando ao Maranhão natal para uma apresentação – cujo papel rendeu-lhe a prisão. Após este fato, decide mudar-se para o Rio de Janeiro, para onde se mudara o amigo Artur Azevedo, anos antes.

Pretendia seguir carreira teatral e no jornalismo, falhando na primeira. Colaborou nos periódicos “Folha Nova” e “O Combate”, de Lopes Trovão e em “A Gazetinha”, onde Azevedo escrevia (1880). Participara junto a outros jovens talentos do jornal “A Gazeta da Tarde” – que seria aziago, no dizer de Múcio Leão, pois, em menos de 3 anos de sua fundação, os seus criadores haviam todos morrido.

Tendo sido o “Gazeta da Tarde” comprado por José do Patrocínio, e estando Adelino doente, vai à Europa como correspondente em Paris e pensando tratar-se mas, com o rigor do inverno, piora. Vai a Lisboa onde, apesar das instâncias de Patrocínio para que volte ao Brasil, tem seu estado agravado e vindo prematuramente a falecer. Tinha apenas vinte e cinco anos, e nenhuma obra publicada.

Sua obra, esparsa, constitui-se em cerca de 40 poesias, reunidas pela primeira vez na Revista da Academia (números 93 e 117).


Adaptado da Wikipedia.

Usamos também a obra: LIMA, Israel Souxa. Bibliografia dos Patronos: Adelino Fontoura e Álvares de Azevedo. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 284 p. (Coleção Afrânio Peixoto. Vol. 1)

Poema
EXÍLIO DELE NAS URUBUGUÁIAS

exilAdo nas urubuguáias
boi serapião do buriti
corre nos cerrAdos e grotões
tal marruá de tamAnca e reza

andarilho sem odres de couro
um patori desaplumbeAdo
na travessia das grAndes estórias
construindo em sete mil dias Dios

um antropomOrfa como
o veAdo do mistéRio
de gelos e vinhos tintos

ou o carCará castrAdo
vindo dos salEs noturnos
furnicAdo de marinhas


ADAILTON MEDEIROS

Nasceu em Caxias, Maranhão, em 1930 e estudou jornalismo em Niterói, Rio de Janeiro., e depois mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Livros de poesia: O Sol Fala aos Sete Reis das Leis das Aves e Bandeira Vermelha.


AUTO-RETRATO

Diante do espelho grande do tempo
sinto asco
tenho ódio
descubro que não sou mais menino
Aos 50 anos (hoje — 16 / 7 / 88 (câncer) sábado — e sempre
com medo olhando para trás e para os lados)
questiono-me (lagarto sem rabo):
— como deve ser bom
nascer crescer envelhecer e morrer

Diante do espelho grande na porta
(o nascido no jirau: meu nobre catre) choro-me:
feto asno velhote pétreo ser incomunicável
sem qualquer detalhe que eu goste
(Um espermatozóide feio e raquítico)

Como nas cartas do tarô onde me leio
— eis-me aqui espelho grande quebrado ao meio


EXÍLIO DELE NAS URUBUGUÁIAS

exilAdo nas urubuguáias
boi serapião do buriti
corre nos cerrAdos e grotões
tal marruá de tamAnca e reza

andarilho sem odres de couro
um patori desaplumbeAdo
na travessia das grAndes estórias
construindo em sete mil dias Dios

um antropomOrfa como
o veAdo do mistéRio
de gelos e vinhos tintos

ou o carCará castrAdo
vindo dos salEs noturnos
furnicAdo de marinhas

sábado, 3 de abril de 2010

Luz
Você seja meu dia de verão. Para com os meus olhos eu possa a vê. E assim volte a enxergar. Que no próximo verão eu não venha a não ti vê e assim a minha vista escurecer. Como uma lagrima sem sal assim eu quero de encontrar. Para que na escuridão da solidão que me acompanhava venha a desaparecer o vazio que havia em me. E assim juntos e alegres possamos nos amar e a luz que antes era trevas venha a brilhar e que nunca deixe os nossos corações.

sexta-feira, 2 de abril de 2010


O Parto
Meu corpo está completo, o homem - não o poeta.
Mas eu quero e é necessário que me sofra e me solidifique em poeta, que destrua desde já o supérfluo e o ilusório e me alucine
na essência de mim e das coisas, para depois, feliz e sofrido, mas verdadeiro,trazer-me à tona do poema com um grito de alarma
e de alarde: ser poeta é duro e dura e consome toda uma existência.

Aqui

Poetas maranheses e poemas de poetas nacionais

O Blog

quarta-feira, 31 de março de 2010


Poemas
Não são as flores que eu quero ti dar.
Não são as minhas palavras que eu quero ofertar.
Não são as mentiras que o nosso amor presentiou.
Mas o desejo de dar uma rosa de amor.
E que neste momento nós possamos nos amar.
Para que no fundo do mar não si joque uma dativa e invés de risos possam vir as lagrimas e que neste lugar onde eu posso trovejar em poemas ou nada e sentimentos a praga possamos nos encontrar.
Poemas